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historia navios, navios |
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Quais os aspectos culturais e naturais que se identificam dentro deste país? Os seguintes tópicos representam alguns dos distintivos associados a Portugal...
Fado | Guitarra Portuguesa| Língua Portuguesa | Língua Mirandesa | Azuleijo
Estilo Manuelino | |Calçada Portuguesa |Cavalo Lusitano | Animais (outros)|
Criado em Abril/2008 | Actualizado em 24-02-2009| Mapa do site | Contacte-nos | Livro de visitas | O Projecto
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Ao longo de séculos, os barcos foram transportando, de porto em porto, traços culturais que criaram as raízes da primeira globalização. Profundamente ligado à vida marítima e à actividade portuária aparece também o fado. Assim, o fado enquanto expressão de música popular característica e original de Lisboa será inserido no conjunto mais vasto das manifestações culturais com traços semelhantes nascidas em cidades onde também existe uma ligação profunda ao mar. O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade. A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.
O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as suas características de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. O fado está marcado pelo phatos das tragédias da Grécia clássica.
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A guitarra portuguesa é a grande companheira do fado. A sua origem remonta ao cistro surgido na França e na Itália do Renascimento.
O cistro viajou desde o século XVI pela Alemanha e pela Inglaterra, tendo sido intro-duzido em Portugal pela colónia britânica radicada na cidade do Porto.
Abandonada nos outros países europeus, a guitarra adaptou-se e criou raízes em Portugal. A sua evolução deu-lhe características próprias, passando a ser designada por guitarra portuguesa.
A guitarra portuguesa distingue-se dos outros cordofones de mão pela forma e dimensões da sua caixa de ressonância, pelo cavalete móvel em osso, pelas suas 12 cordas metálicas, dispostas em seis pares (ordens ou parcelas), pelo peculiar sistema mecânico de afinação, com o cravelhal metálico em forma de leque, com sistema de tarrachas deslizantes e parafuso sem fim, pela sua afinação única (si; lá; mi; Si; Lá; Ré; ou lá; sol; ré; Lá; Sol; Dó; ) , pela técnica de execução tradicional, com o dedilho especial da mão direita com uso exclusivo das unhas dos dedos indicador e polegar, e, como resultante natural destes factores, possui uma qualidade sonora com características tímbricas e expressivas distintamente individualizadas.
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A língua portuguesa, com mais de 215 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, sendo falada na antiga Índia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), Macau e Guiné Equatorial, além de ter também estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana. A língua portuguesa é uma língua românica (do grupo ibero-românico), tal como o castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros. Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialectos, até chegar ao estado conhecido actualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialectos e subdialectos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento actual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro.
O português é conhecido como A língua de Camões (por causa de Luís de Camões, autor de Os Lusíadas), A última flor do Lácio, expressão usada no soneto Língua Portuguesa de Olavo Bilac ou ainda A doce língua por Miguel de Cervantes.
Nos séculos XV e XVI, à medida que Portugal criava o primeiro império colonial e comercial europeu, a língua portuguesa se espalhou pelo mundo, estendendo-se desde a costa Africana até Macau, na China, ao Japão e ao Brasil, nas Américas. Como resultado dessa expansão, o português é agora língua oficial de oito países independentes além de Portugal, e é largamente falado ou estudado como segunda língua noutros. Há, ainda, cerca de vinte línguas crioulas de base portuguesa. É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Paraguai, Namíbia, Suíça e África do Sul. Encontram-se, também, numerosas comunidades de emigrantes, em várias cidades em todo o mundo, onde se fala o português como Paris na França; Toronto, Hamilton, Montreal e Gatineau no Canadá; Boston, New Jersey e Miami nos EUA e Nagoya e Hamamatsu no Japão.
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A língua mirandesa é um dialecto originário do asturiano. Língua românica falada no Norte da Península Ibérica. É falada em Terra de Miranda (Portugal), por quinze mil pessoas nas aldeias do concelho de Miranda do Douro e de três aldeias do concelho de Vimioso, num espaço de 484 km², estendendo-se a sua influência por outras aldeias dos concelhos de Vimioso, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Bragança. O mirandês tem três dialectos (mirandês central ou normal, mirandês setentrional ou raiano, mirandês meridional ou sendinês) e a maioria dos seus falantes são bilíngues ou trilíngues, pois falam o mirandês, o português e o castelhano.
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Azulejo é uma das expressões mais fortes
da Cultura em Portugal e uma das contribuições mais originais do génio
dos portugueses para a Cultura Universal. A escolha do Azulejo feita pelo Instituto Camões, como tema para a divulgação internacional de um dos aspectos da Cultura Portuguesa, é assim de grande acerto e oportunidade, e foi com empenho que o Museu Nacional do Azulejo apoiou cientificamente esta produção. A existência de um Museu Nacional do Azulejo em Lisboa torna bem evidente o valor desta Arte em Portugal, não só pelo imenso Património existente por todo o país e pelas antigas partes do Império, entre o Brasil, as Áfricas e até a Índia, mas também pelo que representa, no passado e ainda na actualidade, da inteligência prática e da sensibilidade dos portugueses. O Museu Nacional do Azulejo é hoje um dos mais importantes Museus de Cerâmica do Mundo e constitui, mais do que uma sugestão de coleccionar azulejos, um convite a visitar o País em busca dos monumentais conjuntos ainda nos seus lugares de origem, percebendo-se bem a relação profunda entre o Azulejo, a arquitectura e a cidade.
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Estilo Arquitectónico
"Manuelino"
O Estilo manuelino, por vezes também chamado de gótico português tardio ou flamejante, é um estilo arquitectónico, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II. É uma variação portuguesa do Gótico final, bem como da arte luso-mourisca ou mudéjar, marcada por uma sistematização de motivos iconográficos próprios, de grande porte, simbolizando o poder régio. Incorporou, mais tarde, ornamentações do Renascimento italiano. O termo "Manuelino" foi criado por Francisco Adolfo Varnhagen na sua Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, de 1842. O Estilo desenvolveu-se numa época propícia da economia portuguesa e deixou marcas em todo o território nacional.
Esta tendência artística era conhecida, na época, como a
variante portuguesa da arquitectura ad modum Yspaniae (ao modo
hispânico) que, por sua vez, estava incluída na corrente arquitectónica
"ao moderno" - expressão utilizada para o gótico tardio onde também
havia a variante, por exemplo, do modo tudesco ou alemão na então nova
arquitectura nórdica. Esta corrente opunha-se à arquitectura ao modo
antigo ou ao romano. No seu conjunto, pouco muda relativamente à estrutura formal do gótico alemão e plateresco. O alçado interior das igrejas mantém-se através da orientação este-oeste, da planta, dos sistemas de suporte e cobertura, do cálculo de proporções. As naves da mesma altura, influência das igrejas-salão alemãs, de cinco tramos, ausência de transepto e cabeceiras rectangulares são as principais características diferenciais. Apesar de ser essencialmente ornamental, o Manuelino caracteriza-se também pela aplicação de determinadas fórmulas técnicas da altura, como as abóbadas com nervuras polinervadas a partir de mísulas.
Na compente civil destacam-se os palácios, como o Paço de D. Manuel, em Évora, e solares rurais, como o Solar de Sempre Noiva, em Arraiolos, todos de planta rectangular. E na tipologia militar é referência maior o baluarte do Restelo, a Torre de Belém. Um dos primeiros baluartes de artilharia do país, a quebrar a tradição das torres de menagem, a sua planta rectangular sobrepõe-se a uma base poliédrica, que penetram Tejo adentro. A rectangularidade da planta opõe-se à curvilínea da decoração esculpida.
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A calçada portuguesa (ou pedra portuguesa, como é conhecido no Brasil) é um determinado tipo de revestimento de piso, utilizado especialmente na pavimentação de calçadas e de espaços públicos de uma forma geral.
Consiste de pedras de formato irregular, geralmente de calcário, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o roxo e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação desse tipo de calçada são os mestres calceteiros.
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Historial do Cavalo Puro-sangue Lusitano Montado há já cerca de 5000 anos, o mais antigo cavalo de sela do Mundo chega ao limiar do século XXI reconquistando o esplendor de há dois mil anos, quando Gregos e Romanos o reconheceram como o melhor cavalo de sela da antiguidade.
Cavalo de "sangue quente" como o Puro Sangue Inglês e o Puro Sangue
Árabe, o Puro Sangue Lusitano é o produto de uma selecção de milhares de
anos, o que lhe garante uma "empatia" com o cavaleiro superior a
qualquer raça moderna. Seleccionado como cavalo de raça e de combate ao longo dos séculos, é um cavalo versátil, cuja docilidade, agilidade e coragem, lhe permitem hoje competir em quase todas as modalidades do moderno desporto equestre, confrontando-se com os melhores especialistas. No limiar do ano 2000 o Puro Sangue Lusitano, volta a ser procurado como montada de desporto e de lazer, e como reprodutor pelas suas raras qualidades de carácter e antiguidade genética. A sua raridade resulta de um pequeníssimo efectivo de cerca de 2000 éguas produtoras. Em Portugal, berço da raça, estão apenas em produção cerca de 1000 éguas, no Brasil 600, em França 200, distribuindo-se as restantes pelo México, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos da América.
Hoje o efectivo da Raça Lusitana está em crescimento, sobretudo na
Europa e no Brasil, onde há uma extraordinária progressão em quantidade
e qualidade. Entre nós, a qualidade geral da produção tem aumentado
muito,e tudo leva a crer que se venham a estabelecer novas linhas dentro
da Raça, contribuindo para o seu progresso e assegurando a sua
vitalidade.
No século XXI, O Puro Sangue Lusitano será sempre o cavalo por excelência para a Arte Equestre e para o Toureio, mas, para além de ser o cavalo que dá maior prazer montar, continuará a surpreender pela sua natural aptidão para os obsctáculos, e para o Ensino e Atrelagem de Competição. A institucionalização oficial do Stud-Book da Raça Lusitana, foi sem dúvida, um passo decisivo, no progresso da mesma, ao condicionar a admissão de reprodutores aos requisitos mínimos do respectivo padrão, dando origem a um generalizado e criterioso trabalho de selecção, facultando o conhecimento aprofundado das geneologias, permitindo perpetuar e tirar partido das linhas formadas a partir da insistência em determinados reprodutores (emparelhamento em linha).
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Salamandra lusitana Lobo Ibérico Águia Imperial Ibérica
Gado bovino maronês Gado bovino mirandês Gado bovino barrosão
Lince Ibérico Cavalo Garrano Burro Mirandês
Cavalo sorraia
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