O Infante Dom Henrique, Duque de Viseu, (Porto, 4 de
Março de 1394 – 13 de Novembro de 1460).
O príncipe Henrique foi uma das mais importantes figuras dos
Descobrimentos Marítimos, ficando também conhecido na História como
Infante de Sagres ou Navegador.
Em Agosto de 1414 participou na conquista de Ceuta, na costa
norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. Portugal passou a
controlar as rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante.
Em 25 de Maio de 1420, D. Henrique foi nomeado dirigente da Ordem de
Cristo, que sucedeu à Ordem dos Templários, cargo que deteria até ao fim
da vida.
Durante a sua vida Portugal descobriu e colonizou, além das ilhas
atlânticas, a costa africana até à Serra Leoa. Ao Infante deve-se também
o apoio ao desenvolvimento cientifico e naval.
Rei Dom João II
D. João II de Portugal (Lisboa, 3 de Maio de 1455 – Alvor, 25 de Outubro
de 1495).
Também chamado de O Príncipe Perfeito , João II foi um grande defensor
da política de exploração atlântica iniciada pelo seu tio-avô Henrique.
Os descobrimentos portugueses serão a sua prioridade governamental, bem
como a busca do caminho marítimo para a Índia. Durante o seu reinado
conseguiram-se enormes feitos que culminaram com a descoberta da
passagem entre o Atlântico e o Índico. No seu tempo ter-se-á também
descoberto o continente americano, não sendo uma prioridade para o rei,
demonstrado pelo facto de Cristóvão Colombo não ter realizado a
sua para à América ao serviço de Portugal, uma
vez que essas terras seriam já conhecidas pelos portugueses, e sabendo que
estas não seriam a Índia.
Assinou o Tratado de Tordesilhas e salvaguardou para Portugal a passagem
ao sul oceano atlântico e o território do Brasil, insistindo no
alargamento do espaço de navegação portuguesa junto dos reis católicos.
"Abandonou" a politica dos descobrimentos em 1491 com a morte de seu
filho.
(1390 — Funchal, 21 Nov 1471)
Foi um navegador português e cavaleiro fidalgo da Casa do Infante D.
Henrique. Juntamente com Tristão Vaz Teixeira reconheceram o arquipélago
da Madeira em 1418, presumindo-se que terão sido arrastados para a ilha
de Porto Santo quando se preparavam para explorar a costa da África e
atingir a Guiné, numa viagem a mando do Infante.
Diogo de Silves
Foi o descobridor da Ilha de Santa Maria
em 1427 e, muito provavelmente, da Ilha de São Miguel, no ano de 1427,
quando de retorno de uma viagem à Ilha da Madeira.
Gil Eanes
Foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador,
em 1434, dissipando o terror supersticioso do fim do mundo, que este
promontório inspirava. iniciou-se assim a época dos "grandes
descobrimentos".
Enviado por D. João II, realizou duas viagens de descobrimento da costa
sudoeste africana, entre 1482 e 1486. Chegou à foz do Zaire e avançou
pelo interior do rio, tendo deixado uma inscrição, comprovando a sua
chegada às cataratas de Ielala, perto de Matadi. Estabeleceu as
primeiras relações com o Reino do Congo. Introduziu a utilização dos
padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a
presença portuguesa nas zonas descobertas.
Bartolomeu Dias(c.
1450 — 29 de Maio, 1500)
Marinheiro experiente, o primeiro a chegar ao Cabo das Tormentas (África
do Sul), como
lhe chamou em 1488 (chamado assim pois lá encontrou grandes vendavais e
tempestades), um dos mais importantes acontecimentos da história das
navegações.
A
expedição partiu de Lisboa em Agosto de 1487 a bordo levavam dois negros
e quatro negras, capturados por Diogo Cão na costa ocidental africana.
Bem alimentados e vestidos, serão largados na costa oriental para que
testemunhem junto daquelas populações daquelas regiões a bondade e
grandeza dos portugueses, e ao mesmo tempo recolher informações sobre o
reino do Preste João. Em Dezembro atingiu a costa da actual Namíbia, o
ponto mais a sul cartografado pela expedição de Diogo Cão. Continuando
para sul, descobriu primeiro a Angra dos Ilhéus, sendo assaltado, em
seguida, por um violento temporal. Treze dias depois, procurou a costa,
encontrando apenas o mar. Aproveitando os ventos vindos da Antárctica
que sopram vigorosamente no Atlântico Sul, navegou para nordeste,
redescobrindo a costa, que aí já tinha a orientação este-oeste e norte, já para leste do Cabo da Boa Esperança,, que foi renomeado pelo rei
português D. João II, assegurando a esperança de se chegar à Índia, para
comprar as tão necessárias especiarias e outros artigos de luxo.
João Vaz Côrte-Real
Navegador português do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova,
cerca do ano de 1472. Para além desta expedição, Côrte-Real organizou
ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte,
explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e
Península do Labrador.
Em 1474 foi nomeado capitão-donatário de Angra (título habitualmente
dado depois de valorosas descobertas) e a partir de 1483, também da ilha
de S. Jorge. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar
Côrte-Real, Miguel Côrte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o
espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido
depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente.
Duarte Pacheco Pereira
Reconhecido geógrafo e cosmógrafo, em 7 de Junho de 1494 assinou, na
"qualidade de contínuo da casa do senhor rei de Portugal", o Tratado de
Tordesilhas.
Em 1498 D. Manuel I encarregou-o de uma expedição secreta, organizada
com o objectivo de reconhecer as zonas situadas para além da linha de
demarcação de Tordesilhas, expedição que, partindo do Arquipélago de
Cabo Verde, se acredita teria culminado com o descobrimento do Brasil,
em algum ponto da costa entre o Maranhão e o Pará, entre os meses de
Novembro e Dezembro desse mesmo ano. Dali, teria acompanhado a costa
Norte, alcançando a foz do rio Amazonas e a ilha do Marajó.
Em relação ao descobrimento do Brasil ou da eventual exploração das
Antilhas e parte da América do Norte, tendo em conta as revelações
cartográficas contidas no Planisfério de Cantino, o autor apresenta
informações no segundo capítulo da primeira parte. Resumidamente, o
trecho relata:
"Como no terceiro ano de vosso reinado do
ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos
vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a
grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra
firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente
povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de
uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É
achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os
navios nestes Reinos vem grandemente povoados."
É, assim, o primeiro roteiro de navegação português a mencionar a costa
do Brasil e a abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata), nela
existente. No Atlântico Sul, entre as ilhas oceânicas, apresenta, com
suas "ladezas" (latitudes) conhecidas à época:
A ilha de Sam Lourenço (ilha de Fernando de Noronha); A ilha d'Acensam
(ilha da Trindade); A ilha de S. Crara (ilha de Santana, ao largo de
Macaé) e; O cabo Frio.
Em 1503 comandou a nau Espírito Santo, integrante da esquadra de Afonso
de Albuquerque à Índia. Ali guarneceu a Fortaleza de Cochim com 150
homens e alguns indianos onde sustentou vitorioso o cerco do Samorim de
Calecute que dispunha de 50.000 homens. Tendo exercido os cargos de
Capitão-general da Armada de Calecute e de Vice-rei e Governador do
Malabar na Índia, retornou a Lisboa em 1505 quando foi recebido em
grande triunfo. Em Lisboa e em todo o lado os seus feitos da Índia foram
divulgados e um relato dos mesmos foi enviado ao Papa e a outros reis da
cristandade. Foi como uma espécie de herói internacional que, nesse ano
iniciou a redacção do Esmeraldo de situ orbis, obra que ele interrompeu
nos primeiros meses de 1508.
Foi encarregado pelo soberano de dar caça ao corsário francês Mondragon que actuava entre os Açores e a costa portuguesa, onde atacava
as naus vindas da Índia. Duarte Pacheco localiza-o, em 1509, ao largo do
cabo Finisterra, onde o derrotou e capturou.
(Sines, 1469 — Cochim, Índia, 24 de Dezembro de 1524)
Navegador e explorador português. Na Era dos Descobrimentos, destacou-se
por ter sido o comandante dos primeiros navios a navegar directamente da
Europa para a Índia, na mais longa viagem oceânica até então realizada,
superior a uma volta completa ao mundo pelo equador. No fim da vida foi,
por um breve período, governador da Índia portuguesa com o título de
vice-rei.
Em 1492, o rei D. João II de Portugal enviou Vasco Gama ao porto de
Setúbal, a sul de Lisboa e ao Algarve para capturar navios franceses em
retaliação por depredações feitas em tempo de paz contra a navegação
Portuguesa - uma tarefa que o Vasco da Gama executou rápida e
eficazmente.
Manuel I de Portugal confiou a Vasco da Gama o cargo de capitão-mor da
frota que, num sábado 8 de Julho de 1497, zarpou de Belém em demanda da
Índia.
Era uma expedição essencialmente exploratória que levava cartas do rei
D. Manuel I para os reinos a visitar, padrões para colocar, e que fora
equipada por Bartolomeu Dias com alguns produtos que haviam provado ser
úteis nas suas viagens, para as trocas com o comércio local.
(Belmonte, 1467 ou 1468 — Santarém, 1520 ou 1526)
Foi um fidalgo e navegador português, comandante da segunda viagem
marítima da Europa à Índia, viagem em que se descobriu oficialmente o
Brasil, a 22 de Abril de 1500.
A sua foi a mais bem equipada armada do século XV, integrada por dez
naus e três caravelas, transportando de 1.200 a 1.500 homens, entre
funcionários, soldados e religiosos. Era integrada por navegadores
experientes, como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, tendo partido de
Lisboa a 9 de Março de 1500, após missa solene na ermida do Restelo, à
qual compareceu o Rei e toda a Corte.
A 22 de Abril, após quarenta e três dias de viagem, tendo-se afastado da
costa africana, avistou o Monte Pascoal no litoral sul da Bahia. No dia
seguinte, houve o contacto inicial com os indígenas. A 24 de Abril,
seguiu ao longo do litoral para o norte em busca de abrigo, fundeando na
actual baía de Santa Cruz Cabrália, nos arredores de Porto Seguro, onde
permaneceu até 2 de Maio.
Cabral tomou posse, em nome da Coroa portuguesa, da nova terra, a qual
denominou de "Ilha de Vera Cruz", e enviou uma das embarcações menores
com a notícia, inclusive a Carta de Pêro Vaz de Caminha, de volta ao
reino. Retomou então a rota de Vasco da Gama rumo às Índias.
(Alhandra, 1453 — Goa, 16 de Dezembro de 1515)
Fidalgo, militar e o segundo governador da Índia portuguesa cujas acções
militares e políticas foram determinantes para o estabelecimento do
império português no oceano Índico.
Afonso de Albuquerque é reconhecido como um génio militar pelo sucesso
da sua estratégia de expansão: procurou fechar todas as passagens navais
para o Índico - no Atlântico, Mar Vermelho, Golfo Pérsico e oceano
Pacífico - construindo uma cadeia de fortalezas em pontos chave e
transformando este oceano num mare clausum português,
sobrepondo-se ao poder dos otomanos, árabes e seus aliados hindus.
Destacou-se tanto pela ferocidade em batalha como pelos muitos contactos
diplomáticos que estabeleceu. Pouco antes da sua morte foi agraciado com
o título de vice-rei e "Duque de Goa" pelo Rei D. Manuel I, que nunca
usufruiu, sendo o primeiro português a receber um título de
além-mar e o primeiro duque nascido fora da família real. Ficou
conhecido como O Grande, César do Oriente, Leão dos Mares, o Terribil e
o Marte Português.
A sua Batalha mais célebre foi a Batalha de Diu em que o Império
Português derrotou uma frota conjunta do Sultanato Burji do Egipto,
Império Otomano, Calecute, e o Sultão de Gujarat.
(Alandroal, 1465 — Alandroal, 1530)
Fidalgo Português que aportou pela primeira vez em Malaca em 1509, antes
da conquista em 1511 por Afonso de Albuquerque. Foi governador da Índia
de 1518 a 1522.
Ao serviço de D. Manuel I, foi enviado para fazer o reconhecimento da
costa de Madagáscar (então nomeada Ilha de São Lourenço) e respectivas
potencialidades comerciais, aportando depois na Índia. Ainda durante
esta viagem, que se prolongou por vários anos, chegou a Samatra e Pacém,
onde ergueu padrões com as armas portuguesas. Em outras viagens passou
por Ceuta, Arzila, Alcácer Ceguer, Diu e Goa, reparando fortalezas em
diversas paragens.
Em 1509, pouco antes de Afonso de Albuquerque assumir o cargo de
governador da Índia, Lopes de Sequeira comandou a primeira frota
portuguesa a chegar a Malaca. Obtendo a autorização do sultão local
aportou com cinco navios para comerciar, levando credenciais e
presentes. Inicialmente bem recebido, desembarcou homens e mercadorias,
mas no entanto não conseguiu um acordo para estabelecer uma feitoria,
pois os gujarates, os mercadores muçulmanos locais, opuseram-se com o
apoio do bendahara. Visto como uma intrusão no comércio entre o estreito
de Malaca e as ilhas indonésias, foi planeada uma tentativa de destruir
a expedição. Diogo Lopes de Sequeira abandonou rapidamente a costa com
três dos navios, deixando para trás dois navios incendiados, várias
baixas e dezanove prisioneiros. Afonso de Albuquerque, instado a
libertar os portugueses, conquistaria Malaca em 1511. Diogo Lopes de
Sequeira foi nomeado governador da Índia de 1518 a 1522, cargo que terá
desempenhado de forma contestável, enriquecendo abusivamente. Em 1524,
já sob D. João III, participou da Conferência de Elvas e Badajoz onde
Portugal disputaria as Molucas com Castela, nos acordos de demarcação a
Este do da linha do Tratado de Tordesilhas, onde, mercê da relação
difícil com o rei, terá assumido uma posição favorável aos últimos.
(Montemor-o-Velho, 1510— Almada, Pragal 8 de Julho
de 1583)
Terá feito parte da primeira expedição portuguesa que logrou alcançar o
Japão, em 1543, sendo como tal um dos responsáveis pela introdução das
armas de fogo naquele país.
Em 1537, parte para a Índia, ao encontro dos seus dois irmãos. De acordo
com os relatos da sua obra Peregrinação, «foi durante uma expedição ao
mar Vermelho em 1538, Mendes Pinto participou num combate naval com os
otomanos, onde foi feito prisioneiro e vendido a um grego e por este a
um judeu que o levou para Ormuz, onde foi resgatado por portugueses.
Acompanhou a Malaca Pedro de Faria, de onde fez o ponto de partida para
as suas aventuras, tendo percorrido, durante 21 acidentados anos, as
costas da Birmânia, Sião, arquipélago de Sunda, Molucas, China e Japão.
Numa das suas viagens a este país conheceu S. Francisco Xavier e,
influenciado pela personalidade, decidiu entrar para a Companhia de
Jesus e promover uma missão jesuíta no Japão.
Em 1554, depois de libertar os seus escravos, vai para o Japão como
noviço da Companhia de Jesus e como embaixador do vice-rei D. Afonso de
Noronha junto do daimyo de Bungo. Esta viagem constituiu um desencanto
para ele, quer no que se refere ao comportamento do seu companheiro,
quer no que respeita ao comportamento da própria Companhia. Desgostoso,
abandona o noviciado e regressa a Portugal.
Com a ajuda do ex-governador da Índia Francisco Barreto, conseguiu
arranjar documentos comprovativos dos sacrifícios realizados pela
pátria, que lhe deram direito a uma tença, que nunca recebeu.
Desiludido, foi para Vale de Rosal, em Almada, onde se manteve até à
morte e onde escreveu, entre 1570 e 1578, a obra que nos legou, a sua
inimitável Peregrinação. Esta só viria a ser publicada 20 anos após a
morte do autor, receando-se que o original tenha sofrido alterações às
quais não seriam alheios os Jesuítas.
Fernandes representou por gráficos as costas de Sudoeste da Gronelândia
e do noroeste da América do Norte por volta de 1498 e contou sobre eles
na Europa. Acredita-se que as áreas foram chamadas de ilha do Labrador e
terra do Labrador, respectivamente. Foi dado o título de proprietário de
muitas terras que ele descobriu e foi considerado o primeiro dono de
terras de Labrador
Pêro de Barcelos, referido por vezes como Pedro de Barcelos foi um
navegador português que explorou as costas da América do Norte nos
séculos XV/XVI. Juntamente com João Fernandes Lavrador, foram os
primeiros a avistar a Costa de Labrador em 1492.
( - Ormuz, 1530) foi um nobre e explorador português.
É-lhe atribuído o descobrimento português da Austrália, entre outros
feitos.
Seguiu para o Oriente na armada de 14 naus que, sob o comando de Jorge
de Albuquerque, partiu de Lisboa a 23 de Abril de 1519. Comandava a nau
"Graça" que, por motivo de invernada, só alcançou a Índia em 1520. A
"Relação dos navios que servem na Índia" confirma que esteve em Goa, a
capital do Estado Português da Índia, em 1521. A mesma fonte indica a
partida de Mendonça em uma expedição para a descoberta da chamada "Ilha
do Ouro":
A viagem teria sido mantida em sigilo à época, uma vez que esta
exploração violaria o estabelecido no Tratado de Tordesilhas (1494),
pelo qual a região (e suas riquezas) estaria nos domínios da Espanha.
Uma destas embarcações pode ser o denominado "Mahogany Ship" (em língua
portuguesa, "navio de mogno"), como é conhecido no folclore australiano,
que teria naufragado nas proximidades de Warrnambool, Victoria.
(1565 - 1614), foi um navegador e explorador
português, estando entre os primeiros europeus a navegar pelos mares da
Oceânia.
Queirós nasceu em Évora, Portugal. Ainda jovem veio a estar ao serviço
da Dinastia Filipina, quando o Rei de Portugal era simultaneamente o Rei
de Espanha. Ao serviço da coroa e da marinha espanhola, tornou-se um
experiente marinheiro e navegador. Em 1595, serviu como piloto de Álvaro
de Mendaña de Neira nas suas explorações do sudoeste do Oceano Pacífico
e, após a sua morte, conduziu o único navio restante da expedição até às
Filipinas.
Sendo um católico devoto, Queirós visitou Roma em 1600, onde obteve o
apoio do Papa Clemente VIII para prosseguir as explorações. Navegou até
ao Peru em 1603 com intenção de encontrar a Terra Australis, o mítico
grande país a sul, por forma a reclamá-lo para a coroa espanhola e para
a Igreja. Comandando três navios, San Pedro y Paulo, San Pedro e Los
Tres Reyes, deixou El Callao, importante porto peruano, em 21 de
Dezembro de 1605, com 300 tripulantes e soldados.
Em 22 de Janeiro de 1606, passaram a Ilha da Encarnação, acostaram na
Ilha Sagitária, agora Taiti, em 10 de Fevereiro, e descobriram a 7 de
Abril, a Ilha Toumako, onde o nativo Rei Tamay lhes forneceu importantes
informações geográficas.
Em 25 de Abril de 1606, ou talvez já em Maio, a expedição alcançou as
ilhas posteriormente designadas por Novas Híbridas e agora sendo a nação
independente de Vanuatu. Queirós aportou numa grande ilha que considerou
ser parte do tal continente a sul que procurava, a que chamou de Terra
Austral ou Austrália do Espírito Santo. A ilha, uma das maiores do
arquipélago de Vanuatu, ainda se chama actualmente Ilha do Espírito
Santo. Ali, fundou uma colónia a que chamou Nova Jerusalém. O fervor
religioso de Queirós levou-o a fundar uma nova Ordem de Cavalaria, os
Cavaleiros do Espírito Santo. No entanto, a colónia acabou por ser
rapidamente abandonada devido à hostilidade dos nativos e a desacordos
entre a tripulação.
Após algumas semanas, Queirós fez-se ao mar novamente. Devido a mau
tempo, acabou por se separar dos outros navios e foi incapaz, ou pelo
menos assim o afirmou mais tarde, de voltar à costa. Assim, velejou até
Acapulco, no México, onde chegou em Novembro de 1606. O seu braço
direito no comando, o também português Luís Vaz de Torres, depois de
procurar Queirós em vão, deixou a Ilha do Espírito Santo e dirigiu-se a
Manila onde acabou por chegar passando pelas Molucas.
Decerto um dos navegadores mais conhecidos de sempre,
este Transmontano,
navegou pelo mundo antes de prestar os seus serviços
ao rei de Espanha. A 20 de Outubro 1517, juntando-se-lhe mais tarde os
irmãos Faleiro, Rui e Francisco, que o auxiliam nos problemas técnicos
de navegação, elaborando um plano de uma navegação por ocidente, para
tentar provar que as ilhas Molucas se encontravam fora do hemisfério
português definido pelo Tratado de Tordesilhas (o que não era certo).
Com uma esquadra de cinco naus. Providos de uma tripulação de 265
homens, os navios, com Fernando de Magalhães por capitão-mor, zarpam de
San Lúcar de Barremeda a 20 de Setembro de 1519. Em 1519 a pequena
armada aporta ao Rio de Janeiro; no mês seguinte penetra no Rio da
Prata; em finais de Março de 1520 faz a sua entrada no estreito que virá
a ter o nome do navegador português. Durante a viagem sucedem-se as
peripécias, as conspirações, as insubordinações - sempre debeladas pelo
capitão-mor - de uma tripulação exausta e desconfiada com o insucesso do
empreendimento. Por fim, em Novembro de 1520 os navios entram no Oceano
Pacífico, e poucos meses depois (Abril de 1521) Fernão de Magalhães é
morto numa escaramuça na ilha de Cebu (Filipinas). A esquadra reduz-se
agora a dois navios. Um deles, a nau "Victoria", comandada pelo espanhol
Sebastião Delcano, segue viagem pela rota do cabo, procurando
víveres em Cabo Verde. Posto a descoberto pelos portugueses, o navio
segue de imediato para San Lucar de Barremeda, onde chega a 6 de
Setembro de 1522 com uma tripulação de apenas 18 homens.
Navegadores Portugueses ao serviço de outros países/nações
João Rodrigues Cabrilho, também conhecido como
Juan Rodríguez Cabrillo, foi um navegador e explorador português do
século XVI.
Ao serviço da coroa espanhola efectuou importantes
explorações marítimas no Oceano Pacífico (costa Oeste dos actuais EUA) e
terrestres na América do Norte, participando na conquista da Capital
Azteca de Tenochtitlan, com o conquistador espanhol Hernán Cortés em
1521, participou também com Pedro de Alvarado e mais 300 europeus, na
conquista dos territórios que compreendem hoje as Honduras, Guatemala e
San Salvador, entre 1523 e 1535, ajudando a fundar Oaxaca (um dos 31
Estados do México).
Ao serviço da Espanha, no mês de Junho do ano de 1542,
João Rodrigues largou amarras de Navidade, na costa Oeste do México,
navegando para o Norte, e três meses depois alcançou a Baia de San
Diego, tornando-se o primeiro europeu a desembarcar no que é actualmente
o Estado da Califórnia.
Navegadores Portugueses ao serviço de outros países/nações
João Dias de Solis ou Juan Díaz de Solís
era um navegante português, que depois de inúmeras viagens à Índia,
foi para o Novo Mundo com interesse científico de
pesquisa e exploração e mapeamneto cartográfico do Cone Sul da América
do Sul. Uniu-se em 1508 a Vicente Yáñez Pinzón, irmão de Martin Alonso
Pinzón. Em 1512 iniciou a exploração para chegar ao Rio da Prata, até
então desconhecido, descobrindo e explorando os territórios adjacentes.
Sobreviventes da expedição capitaneada por Juan Díaz de
Solís nomearam o estuário do Prata de Rio de Solís.
O mapa elaborado a partir dos dados de Díaz de Solís, foi
fundamental para a viagem de Fernão de Magalhães.
Depois da morte de Américo Vespúcio, era Díaz de Solís
quem ocuparia o cargo Piloto Mor devido à experiência náutica como
piloto da Casa da Índia de Portugal.
Navegadores Portugueses ao serviço de outros países/nações
David Melgueiro passa por ter sido um navegador e
explorador português, que, ao serviço da marinha Holandesa, terá sido
responsável pela primeira travessia da passagem do Nordeste, no sentido
Oriente-Ocidente, ligando o Japão a Portugal, levada a cabo entre 1660 e
1662.
Segundo um relato de um diplomata e espião francês em
Portugal, o Seigneur de La Madelène (ou Madeleine), o capitão David
Melgueiro, ao comando dum navio holandês de nome O Pai Eterno, teria
partido de Kagoshima, no Japão, em 14 de Março de 1660, tendo
dirigido-se para Norte, entrado no Oceano Ártico por aquilo que é hoje o
Estreito de Bering (então chamado estreito de Aniam), percorrido
latitudes tão setentrionais como 84º N, avistado enfim o arquipélago de
Svalbard, onde inflectiu o seu percurso para o Sul, passado ao largo da
Escócia e da Irlanda, para finalmente vir atracar na foz do Douro, cerca
de 1662. De acordo com La Madelène, foi aí que – seguindo um testemunho
de um marinheiro de Le Havre que acompanhou Melgueiro até ao fim da sua
vida – terá falecido o explorador português no ano de 1673.
Navegadores Portugueses ao serviço de outros países/nações
Estêvão Gomes (1483 — 1538) foi um navegador
português do século XVI que fez explorações marítimas importantes ao
serviço da coroa espanhola.
Foi um dos cinco pilotos dos trinta portugueses que
participaram na primeira viagem de circum-navegação, de 1519 a 1522,
comandada por Fernão de Magalhães.
Estêvão Gomes foi nomeado pelo rei espanhol, futuro
imperador Carlos V, para encontrar uma passagem marítima para a Índia no
Atlântico Norte, que atravessou ao partir da Corunha (Espanha) em 1524,
navegando em direcção à Terra Nova (Canadá), partindo de lá depois para
a Nova Escócia (Canadá), explorando a costa Leste dos actuais U.S.A.
Nesta viagem o navegador português Estêvão Gomes registou
em mapa a linha costeira do Maine, Massachusetts, Connecticut; Nova
Iorque, Manhattan (Rio Hudson), Nova Jersey e Delaware, chegando mesmo à
Florida.
Luís Vaz de Torres (Portugal, c. 1565 — Filipinas, c.1610
a 1613), também grafado Luís Vaéz de Torres foi um explorador marítimo
português que, a serviço da coroa espanhola, primeiro relatou a
existência de um estreito entre a Nova Guiné e a Austrália, o Estreito
de Torres.
No final de 1605, os registos históricos apontam sua nomeação como
segundo em comando de uma expedição ao Pacífico comandada por Pedro
Fernandes de Queirós. Em dezembro de 1605, a expedição zarpou de El
Callao, no Peru, com Torres no comando do San Pedro. Em maio de 1606
alcançaram as ilhas que Queirós chamou Austrália do Espírito Santo, hoje
em dia Vanuatu. Enquanto exploravam as ilhas, o barco de Queirós teve
problemas e se desencontrou, eventualmente retornando ao México. Torres,
imaginando que Queirós estivesse perdido no mar, resolveu completar a
expedição como programado, seguindo para Manila pelas Molucas. Em junho
de 1606, encontra ventos contrários ao longo da costa norte da Nova
Guiné, então vai pelo sul, passando pelo estreito de 150 Km de largura,
pontilhado de ilhas, que hoje leva seu nome. Muito provavelmente avistou
a costa australiana, mas não deixou nenhum registo disso. Em 27 de
outubro, após explorar várias ilhas do estreito, finalmente chega ao
extremo da Nova Guiné, tomando o rumo de Manila, onde chega a 22 de maio
de 1607, após parar em algumas ilhas no caminho.
Torres aparentemente passou o resto de seus dias nas Filipinas. Deixou
um relato de sua viagem, que o geógrafo Alexander Dalrymple viu em 1759
e foi ele quem primeiro chamou a passagem de Estreito de Torres.
Navegadores Portugueses ao serviço de outros países/nações
Sebastián Rodriguez Cermeño em espanhol, ou
Sebastião Rodrigues Soromenho em português.
Foi um navegador português do século XVI, destacado pela sua viagem
empreendida ao longo da costa da Califórnia, nos anos de 1594-1595, a
mando do rei Filipe II de Espanha, com o propósito expresso de descobrir
pontos de apoio aos navios da rota de Manila. Ao empreender esta
expedição, o navegador inscreveu o seu nome na lista de portugueses que
serviram na armada castelhana e que contribuíram para a descoberta do
Pacífico e o levantamento e registo das costas da América Hispânica,
contribuindo de forma decisiva na definição das rotas do Pacífico no
século XVI.
Presume-se que fosse natural da vila de Sesimbra, em
Portugal, dado que no seu testamento, constava por escrito que doava
metade de seus bens à Santa Casa da Misericórdia de tal vila.
Existe a possibilidade de o nome Califórnia ter sido dado às Californias
Americanas por este navegador. Existe em Sesimbra, Portugal, uma praia chamada
Califórnia.