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historia navios, navios |
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Nesta secção pretende-se expor alguns temas que não estão completamente comprovados, ou que já estando, não tendem a ser aceites por alguns, como factos reais. São temas relacionados sobretudo com os Descobrimentos e as consequências da "Política de Sigilo" adoptada por Portugal na época dos Descobrimentos, não revelando as suas descobertas ao mundo... |
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- Viagens a Ocidente no sec. XIV - Viagens a Ocidente no sec. XV antes de 1492 - Viagens a Ocidente no sec. XV depois de 1492 - Mapas e vestígios que provam viagens a Ocidente - Mapa de Cantino - Mapa Kunstman - Mapa de Waldesemuller - Pedra de Dighton - Torre de Newport - Forte de Ninigret |
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Criado em Abril/2008 | Actualizado em 19-07-2009| Mapa do site | Contacte-nos | Livro de visitas | O Projecto |
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O primeiro contacto com o continente americano sempre foi motivo de enigmas e controvérsias ao longo de todos os períodos históricos, muito embora porque é difícil conseguir provar, quem na realidade visitou aquele continente pela primeira vez. Parecem não existir dúvidas que os Vikings lá estiveram por volta do ano 1000. O caso estaria resolvido se esse mesmo povo, tivesse comunicado ao mundo que ali existia um continente, se é que esse conceito já era aplicado e eles o tivessem percebido! Sendo assim, o conhecimento de terras a ocidente perdeu-se no tempo até que na Era Medieval (ou mesmo antes) foram documentadas viagens ao longo do oceano atlântico (muitas delas seguidas por rotas não planeadas e consequentes de tempestades e desafios da natureza). Embora existam tais relatos, não são muito explícitos. Aceita-se então, que o primeiro a chegar a tais terras foi Cristóvão Colombo, ao serviço da Espanha.
Reunindo informação variada, sobre registos não “reconhecidos oficialmente”, mas que em muitos aspectos apontam para a realização de viagens a zonas oeste do oceano Atlântico, explanaremos aqui esses registos de forma a apresentar informações sobre algumas dessas “possíveis viagens". Os dados apresentados apontam a viagens em vários períodos do séc. XIV, registos em menor número e com destino menos preciso, face à vastidão do continente americano e aos registos pouco precisos. Depois são analisados registos de viagens em períodos do séc. XV, antes da viagem de Colombo. São ainda explanados registos de viagens nos sec. XV e XVI, mas ao próprio continente americano, uma vez que Colombo revelou ao mundo... um arquipélago.
Alguns textos expostos encontram-se numa linguagem da época em que foram redigidos, podendo assim parecer uma linguagem errada sob o ponto de vista gramatical. - Viagens a Ocidente no sec. XIV - Viagens a Ocidente no sec. XV antes de 1492 - Viagens a Ocidente no sec. XV depois de 1492 - Mapas e vestígios que provam viagens a Ocidente
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- Dados recolhidos do autor Assis Cintra D. Diniz, que foi um grande rei, em 45 anos de governo preparara o então jovem reino de Portugal para a conquista dos mares e, com tal objectivo, nas terras de Leiria, fizera plantar uma verdadeira floresta de pinheiros e outras madeiras aproveitáveis nas construções navais. Assim, em 1322 a bandeira portuguesa já tremulava nas naves d'El-Rei. Foi neste ano que a majestade lusa mandou a Genova e Veneza, com amplos poderes para firmar contratos, um dos seus melhores ministros. Destas plagas foram para Portugal marinheiros práticos nas investidas oceânicas, e com eles o fidalgo genovez Manoel Peçanho, afamado capitão dos mares italianos. A este, D. Diniz conferiu o posto de almirante de sua frota galharda. Quis, porém, a sorte que ao rei académico não coubesse a glória de desencantar o misterioso Atlântico, conforme fôra o seu desejo. No seu leito de morte pediu ao filho que completasse o trabalho tão auspiciosamente principiado, e fizesse a grandeza e a fama de Portugal no desbravamento dos mares desconhecidos. D. Affonso, cognominado o bravo, não se esqueceu do pedido paterno. Cercado de homens de grande valor, como o fidalgo Diogo Pacheco, o bispo do porto, e o almirante Peçanho, investiu contra o mistério dos mares. O fracasso de várias tentativas não o demoveu de sua ideia.
Às expedições sucediam-se expedições. Um dia aportou em Lisboa um dos capitães, Sancho Brandão. Desgarrando-se no "mar do ocidente", castigado por tempestades e impelido por uma corrente misteriosa, o capitão Sancho abordara uma nova terra, habitada por homens nus e opulenta em árvores de tinta vermelha. Tentara contorná-la, navegando para o norte. Não o pôde, porém descobriu mais ilhas. Carregando consigo alguns homens e algumas produções da terra, Sancho e seus marinheiros velejaram para Portugal, ansiosos para incrustarem na coroa portuguesa a glória do primeiro descobrimento nos mares do ocidente. Afonso IV baptizou a grande ilha com o nome de "Ilha do Brasil", indicando que era o local onde encontrava-se a árvore pau-brasil.
Em 12 de Fevereiro de 1343,
como era de praxe, comunicou ao Papa Clemente VI o grande acontecimento,
em carta escrita por Montemor-o-Novo. E assim se expressou:
Juntou-se à carta um mapa da região descoberta e nele se vê a inscrição: "Insula de Brasil". Desde então os portugueses monopolizaram o comércio do pau-brasil. Tanto assim que, em documentos do século XIV constam os nomes Brasil ligado ao de Portugal. O "Brasil de Portugal"... diziam os ingleses no fim do século XIV.
No ano de 1380 o vocábulo
Brasil aparece na Inglaterra em versos:
E em 1376...
Os grandes mapas do século XIV, posteriores a 1343, inserem uma ilha no Oceano Atlântico, aproximadamente na posição actual da região nordeste da América do Sul e com uma configuração semelhante à desta. Isso significa que após o ano de 1343 a América do Sul foi explorada pelos portugueses e considerada uma possessão. Em 1375, Carlos V, então Rei da França, determinou a um cartógrafo de Maiorca que copiasse o mapa português, com ordens de também corrigir e ampliar este mapa com base nas explorações efectuadas entre 1343 e 1375. Neste mapa encontra-se a tal "ilha", onde era encontrado o pau-brasil, com a conformação e posição aproximada da América do Sul. No mapa-mundi de Ranulf Nyggeden, elaborado em 1360, também se encontra o desenho da América do Sul, citada como ilha. A América do Sul também aparece em outras importantes cartas cartográficas, como a de Nicolao Zeno (ano de 1380), Bechario (1435) e Andrea Bianco (1436 e 1448). Este último oferece uma explicação que elucida perfeitamente o caso. Diz ele que a "ilha" está distante do Cabo Verde, no mar Atlântico, em cerca de 1500 milhas, ou seja, a actual distância aproximada do Cabo Verde até a região mais oriental da América do Sul.
No mapa de Pêro Vaz Bisagudo
também apresenta a "ilha" do pau-brasil na distância de 1550 milhas do
Cabo Verde. O bacharel João Martim, cosmógrafo e médico da
esquadra de Cabral, em carta ao rei de Portugal, datada de 01 de Maio de
1500, indica ao seu soberano procurar o "Mapa Bisagudo", que era muito
antigo, diz ele, e onde se encontraria a localização verdadeira da terra
na qual Cabral aportara, vejamos o texto original:
Ou seja, a esquadra de Cabral não apenas estava se deslocando intencionalmente para o ocidente, aniquilando por completo a mentira de que estaria tentando contornar a África para chegar à Índia, como também conhecia a localização da América do Sul, o seu destino verdadeiro. Em 2 de Março de 1450 o Infante de Portugal doou ao fidalgo flamengo Joe van den Berge, natural de Bruges, e vulgarmente conhecido por Jacome de Bruges, umas ilhas açorianas. No documento de doação há uma referência à "ilha", descoberta por Sancho Brandão. As ilhas Flores e Corvo foram doadas em 1464 a uma senhora de Lisboa, D. Maria de Vilhena. O flamengo Guilherme van den Haagen, em nome da donatária, recebeu o documento de doação. Nesta também há uma referência à "ilha do pau-brasil".
No século XV se encontrava a
atual América do Sul referenciada como ilha e com o nome Brasil ou
Brandão. Com o nome "ilha do brasil" aparece no globo terrestre de Martim Behaim, elaborado em 1487 e reproduzido na Alemanha em 1492, antes do "descobrimento da América" (a reprodução é de Março e o descobrimento de Outubro).
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1.º-Na carta relativa à America do Norte do Atlas
de Fernão Vaz Dourado, existente na Torre do Tombo, onde se lê, na parte
referente à Terra Nova, a seguinte designação: _B. de João, Terra de
João Vaz_.
2.º-No mappa-mundi do Atlas de Jomard, feito em
pergaminho por ordem de Henrique II da França (1547-1559), onde a mesma
designação para a Terra Nova se encontra.
3.º-No mappa-mundi de Mercator, do mesmo Atlas de
Jomard, onde vem por extenso, designando a Terra Nova--_Terra de Joam
Vaz_, _Rio de Joam Vaz_.
4.º-Num manuscripto feito entre 1672 e 1711 nos
Açores, onde melhor se conheciam os descobrimentos de João Vaz, no qual
é encontrada a seguinte referencia á doação de d. Beatriz a João Vaz:
«Estando as cousas nesta forma, morreu o capitão Bruges, não deixando
herdeiros. Chegaram então à ilha dois fidalgos que vinham de descobrir a
_Terra do Bacalhau_; estes pediram a ilha a d. Beatriz, mulher do
infante D. Fernando, por serviços que lhe tinham feito, lhes fizesse
mercê da capitania da ilha Terceira, a qual ella lhe concedeu. A João
Vaz Côrte Real, que era um destes fidalgos, ficou a de Angra.» 5.º-Finalmente, nestes trechos das _Saudades da Terra_, de Gaspar Fructuoso, nascido nos Açores em 1522: «João Vaz Côrte Real, primeiro capitão da ilha Terceira da parte de Angra, por serviços que fez a el-rei de Portugal nas guerras contra Castella, andando por _capitão de grossa armada_; do qual dizem que foi _tão grande aventureiro no mar que neste Reino não tem segundo_; e alguns querem dizer que descobriu a mesma ilha Terceira e _algumas partes do ponente e do Brazil, Cabo Verde_, onde foi o primeiro que houve vista da _ilha do Fogo_... e vindo, como atrás tenho dito, João Vaz Côrte Real do _descobrimento daTerra dos Bacalhaus que, por mandado de el-rei foi fazer_, lhe foi dada a capitania de Angra, da Ilha Terceira e da ilha de S. Jorge... Dizem alguns que Jacome de Bruges, primeiro capitão da ilha Terceira de Jesus Christo, era flamengo... e, estando-a povoando veio ter ahi João Vaz Côrte Real... e vinha do _descobrimento da Terra Nova do Bacalhau_ e o Jacome de Bruges o recolheu e lhe disse que lhe largaria metade da ilha, a qual acceitou, e depois Jacome de Bruges se foi para sua terra e desappareceu, de maneira que não tornou mais, e a infanta d. Beatriz, por vaga, deu a ilha ao dito João Vaz Côrte Real.»
Documentos posteriores ao desaparecimento dos dois irmãos, Gaspar e Miguel Corte Real, registam os seus feitos e os de seu pai João Vaz. Taes são: a carta régia de 17 de Setembro de 1506 e principalmente a 4 de Maio de 1567, de doação a Manoel Côrte Real, filho de Vasco Annes e neto de João Vaz, na qual se encontra a seguinte phrase: «seu pae e tios mandaram descobrir a Terra Nova». Bartholomeu las Casas, amigo de Colombo e companheiro do genovês numa das suas viagens às Antilhas, na sua _Historia das Indias_, apontando ingénua e sinceramente as indicações que Colombo teve para ir às Antilhas, indicações, aliás, confessadas pelo próprio Colombo, cita, entre outras, as viagens dos Côrtes Reaes, empregando estas expressões: «Os Côrte Reaes que foram em diversos tempos buscar_aquella terra_.»
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Diz ainda Las Casas que, quando foi com Colombo ao
primeiro descobrimento de Cuba, «os indios vizinhos daquella déram
noticia de terem chegado a esta ilha Hespanhola outros homens brancos e
barbados, como nós outros, _antes que nós outros não muitos annos_.» (justificação) Em 1499 fez D. Manuel doação a João Fernandes Lavrador da capitania da ilha ou ilhas que elle _descobrir ou achar novamente_. Não tendo meios para custear a expedição, João Fernandes Lavrador associou-se a Francisco Fernandes e João Gonçalves, escudeiros, naturaes dos Açores, e com tres negociantes inglezes de Bristol, os quaes, provavelmente, forneceram o capital preciso, e com elles obteve do rei Henrique VII da Inglaterra nova carta de doação das terras que descobrisse.
Ora, João Fernandes Lavrador, quando organizou a
expedição, já sabia da existência da terra que _ia achar_ porque nella
estivera com Pedro de Barcellos de Janeiro a Abril de 1492, e o fim de
sua expedição com os negociantes de Bristol não era outro senão tomar
posse da terra anteriormente achada.
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1495: Viagem dos navegadores João Fernandes, o Lavrador e Pêro de Barcelos à Groenlândia e "Terra de Lavrador".
1498: Viagem de Duarte Pacheco Pereira ao Atlântico Sul e exploração da costa americana ao norte do Amazonas.
Em 1498, D. Manuel mandou
secretamente o capitão Duarte Pacheco Pereira explorar a América do Sul
e verificar a sua posição astronómica. Duarte se reporta à D. Manuel nos
seguintes termos:
Ao citar as coordenadas da terra com abundante e fino pau-brasil, Duarte Pacheco não deixa dúvidas que se tratava da América do Sul. Duarte Pacheco regressou a Portugal e, posteriormente, serviu de guia na viagem de exploração de Pedro Álvares Cabral. Estranhamente (e misteriosamente) os livros de história brasileiros não citam a presença de Pacheco na expedição de Cabral.
Pêro Vaz de Caminha em sua
carta de 1º de Maio de 1500 diz:
Navegar "de longo", no linguajar da época, significava "atravessar". Assim a esquadra de Cabral saiu de Lisboa para atravessar o Oceano Atlântico e não para costear a África ou della se afastar ligeiramente com receio de calmaria, como conta a "história oficial brazileira". Também cabe ressaltar que em nenhum momento do percurso a esquadra de Cabral foi atingida por tempestades que os impelissem à uma mudança no plano elaborado em Lisboa
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- Dados recolhidos (entre outros) dos autores Manuel Luciano e Manuel Rosa Em 1424 surge em uma carta arquivada num museu londrino, gizada por um tal Zuane Pizzigano, cartógrafo italiano ao serviço de Portugal, ao que parece nascido e criado em Veneza. Nela aparece com exactidão reproduzida no Atlântico, a noroeste dos Açores um grupo de quatro ilhas com nomes de raiz portuguesa, denominadas Saya, Satanazes, Ymena e Antília que claramente vão coincidir com a Terra Nova e Nova Escócia de um lado e Avalon e, presumivelmente, a Ilha do Príncipe Eduardo, por outro, ilhas desconhecidas do mundo naquele tempo. 0 Prof. Armando Cortesão, depois de quatro anos de investigação, revelou os seus estudos num livro escrito em inglês, The Nautical Chart of 1424, publicado pela Universidade do Coimbra em 1954.
Aspecto geral da Carta Náutica de 1424. Desconhecidas as 4 ilhas ao cento.
Para melhor se examinar a Carta Náutica do 1424, deve-se dividi-la em quatro partes:
(1) Na extrema esquerda está a data do 22 de Agosto do 1424 e o nome do seu autor, o cartógrafo Zuane Pizzigano. (2,3,4,5) A seguir, verticalmente, estão as quatro ilhas: ao norte está uma pequena ilha em forma de quarto crescente chamada, (2) Saya e logo por baixo uma grande com o nome de, (3) Satanazes; mais a sul, outra ilha grande denominada, (4) Antília e a ocidente destas, outra ilha pequena chamada, (5) Ymana No meio do mapa estão várias ilhas de tamanho pequeno que pertencem aos arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. (todas descobertas por Portugal) (D) E no lado direito da Carta Náutica estão muito bem delineadas, as praias ou costas da Europa e da África, desde a Irlanda até ao arquipélago de Cabo Verde.
A autenticidade da Carta Náutica de 1424 não é posta em causa devido aos aspectos topográficos nela expostos, típicos da época.
Na Carta Náutica de 1424 estão gravadas nitidamente a data de 22 de Agosto de 1424 e o nome do seu autor, Zuane Pizzigano, um cartógrafo italiano de Veneza. Apesar de o mapa ter sido feito por um italiano os nomes das quatro ilhas — Antília, Satanazes, Soya, e Ymana — estão escritos em português a testemunhar, portanto, a ida e volta de navegadores portugueses a Terras da América, antes de 1424! Devemos notar que Antília, ou Antilha, foi sempre uma palavra exclusivamente portuguesa. A palavra correspondente em italiano é Antiglia, mas o cartógrafo italiano, Zuane Pizzigano, usou a palavra portuguesa, certamente, a atestar que a referida ilha já era portuguesa. A palavra Antília é composta por “ante” que quer dizer “em frente de”, mais “ilha”. Portanto, Antília é uma ilha que está em frente de qualquer coisa, neste caso do Continente Americano.
Baías Baseando-se na Lenda da Ilha das Sete Cidades ou Lenda da Antílha que serviu de remoto refúgio aos Sete Bispos da Península Ibérica, houve quem dissesse que as baías indicadas na Ilha Antílha desenhada na Carta Náutica de 1424, representavam o número exacto de bispos que fugiram...
De referir que as baías, tão bem desenhadas nas duas grandes ilhas na Carta Náutica de 1424, representam, sim, todas aquelas numerosas baías enormes, que se metem pela terra dentro e que existem hoje na Terra Nova e na Nova Escócia!
É deveras impressionante comparar os cabos e as baías actuais da Terra Nova e da Nova Escócia com as baías e os cabos representados nas Ilhas Antília e Satanazes! Mas curioso é notar o pormenor de que a Ilha Satanazes, correspondente à Terra Nova, tem muito mais baías, que se metem muito mais pela terra dentro, coincidindo exactamente com as características geográficas das costas da Ilha da Terra Nova!
É muito importante compararmos os ângulos de inclinação da Terra Nova e da Nova Escócia com os ângulos de inclinação das quatro ilhas desenhadas na Carta Náutica de 1424. Coincidência extraordinária!
Ângulos de Inclinação
Outro lado fascinante que podemos observar na Carta Náutica de 1424, é o ângulo de inclinação formado entre a vertical e a horizontal (paralela ao equador) com o eixo do comprimento das Ilhas Satanazes e Antília.
Na Ilha de Satanazes o ângulo é de 57 graus, praticamente o mesmo ângulo de inclinação da Terra Nova que é de 60 graus. Na Ilha de Antília o ângulo obtido com a mesma técnica é de 22 graus, mas na Nova Escócia é muito maior: 62 graus. Se há diferença numérica entre os ângulos devemos notar que há, no entanto, um denominador comum: todas as ilhas estão inclinadas para a Europa. Com respeito á ilha de Saya estamos em crer que seja a representação da Península do Avalon, na Terra Nova, porque se não fosse o seu istmo tão estreito seria na realidade uma ilha. Crer-se que a Ilha Ymana seja uma representação da actual llha do Príncipe Eduardo.
Se compararmos os ângulos do eixo de inclinação das ilhas das Grandes Antilhas — Cuba, Espanhola, Jamaica e Porto Rico — no Mar das Caralbas, verificamos que todas elas estão deitadas no seu maior eixo de comprimento paralelo ao equador e se têm alguma inclinação é virada para América Central e não para a Europa, como estão as Verdadeiras Antilhas Portuguesas no Canadá e desenhadas na Carta Náutica de 1424. Áreas É interessante compararmos a área de Portugal Continental com as áreas das ilhas Satanazes, Antília, Terra Nova e Nova Escócia. A área de Portugal Continental é de 34,340 milhas quadradas ou 88,940Km2. A área da Nova Escócia é dé 21,425 milhas quadradas ou 55,490km2 e da Terra Nova é do 43,359 milhas quadradas ou 112,299km2.
É óbvio que os primeiros descobridores portugueses da Terra Nova e da Nova Escócia, ou seja das ilhas Satanazes e Antília, observaram muito bem que se tratava de ilhas de grande tamanho e portanto muito maiores do que as outras ilhas pequenas conhecidas no Atlântico tais como Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Devemos notar também que o nome de Satanazes ou Ilha dos Diabos dado à Terra Nova, foi um nome bem escolhido pelos portugueses, porque descreve as condições diabólicas que ainda hoje ali existem para a navegação marítima, devido aos nevoeiros cerrados, marés extremas (de 60 pés!) e as perigosíssimas montanhas de gelo ou “icebergs”, capazes de afundar navios como aconteceu ao maior paquete mundial, o “Titanic”. (de Manuel Luciano Silva)
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Este mapa é considerado anónimo mas hoje sabemos que foi feito por um cartógrafo português em Lisboa em 1502. No canto esquerdo inferior tem uma legenda que diz o seguinte: “Dono Alberto Cantino, ao Sr. Duque Hércules”. Isto é o princípio da atribulada história deste mapa.
É agora do conhecimento geral que Alberto Cantino era um
espião italiano em Lisboa nos fins do século XV e princípio do século
XVI. Ele era um espião tão esperto e eficiente que chegou a ser
secretário particular do Rei D. Manuel I. O facto mais demonstrativo são
as duas cartas de espionagem que ele escreveu para o Duque d’Este, então
Duque de Ferrara, descrevendo todos os detalhes da viagem de regresso
que Gaspar Corte Real fez a Terra Nova em 1501. Nestas cartas datadas em
Lisboa em 17 e 18 de Outubro de 1501, o próprio Cantino afirma em ambas
que ouviu tudo directamente porque “estava na presença ao Rei“ quando
Gaspar Corte Real ( filho de João C. R.) fez a sua apresentação ao
monarca português!
Com o pretexto de vir a Lisboa negociar em cavalos, Cantino conseguiu subornar um cartógrafo português que lhe fez uma carta náutica com toda a informação geográfica secreta nos arquivos da Casa da Índia em Lisboa. Pagou um elevado preço pelo planisfério: doze ducados em ouro! Sabe-se por outra carta assinada por Cantino que ele enviou este mapa ao seu patrão, Duque de Ferrara, no dia 19 do mês de Novembro de 1502, a qual terminava da seguinte forma: “ a carta (o mapa) é di tal sorte, et spero che in tal manera piacerà a V. Exa.” Tradução “Este mapa é de tal qualidade que eu espero venha a ser de muito agrado a Vossa Excelência”. O Planisfério de Cantino esteve durante cerca de 90 anos na Biblioteca Ducal até que o Papa Clemente VIII o transferiu para outro palácio em Modena. Mas este mapa teve pouca sorte porque devido aos motins de 1859 desapareceu até ser encontrado a servir de forro num anteparo duma salsicharia na mesma cidade de Modena. O Director da Biblioteca Estense foi chamado ao local e levou-o então para a sua Biblioteca onde se encontra desde 1868 até ao momento actual. O Planisfério de Cantino de 1502 é hoje considerado uma obra-prima da cartografia portuguesa e como carta geográfica é uma das mais importantes do mundo. É a primeira carta que representa o planisfério duma maneira mais completa: desde a Europa, América do Norte, Central e Sul, toda a África, a Ásia até ao Oriente. É uma carta rica e com muito pormenor em topónimos. Mas a parte que nos interessa mais é a parte mais ocidental dos Açores, isto é, que diz respeito às Terras Americanas. Nesta região vemos ao centro uma linha perpendicular que é a Linha do Tratado de Tordesilhas de 1494 a dividir o mundo entre Portugal e Espanha. Esta linha imaginária foi traçada a 370 léguas a oeste da ilha mais ocidental do Arquipélago de Cabo Verde, por exigência do Rei D. João II. Neste mapa vemos que a Terra Nova e o Brasil estão incluídos no hemisfério oriental, a metade da terra que pertencia a Portugal.
Uma das grande surpresas está no nome Antilhas - por cima
do. Estas ilhas no Mar das Caraíbas não são as Verdadeiras Antilhas. As
Verdadeiras Antilhas são a Terra Nova, Nova Escócia e Ilha do Príncipe
Eduardo, no Canadá, quase a duas mil milhas mais para o norte,
referenciadas na Carta náutica de 1424.
As Verdadeiras Antilhas estão desenhadas na Carta Náutica de 1424. Este documento foi profundamente analisado em pormenor pelo Professor Armando Cortesão e publicado num livro em inglês “The Nautical Chart of 1424”, editado pela Universidade de Coimbra em 1954. De mil exemplares existe o exemplar No. 232 Na Biblioteca-Museu de Luciano Silva, Vale de Cambra, Portugal.
Outra enorme surpresa é a inclusão da Florida! Esta só
foi oficialmente descoberta pelos Espanhóis em 1513. No entanto, ela
encontra-se neste mapa copiados dos mapas portugueses da época...
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Depois de publicar o seu livro ‘Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton’, Manuel Luciano Silva recebeu uma carta de Londres onde perguntavam se para além dos mapas de Reinel de 1522; a Carta de Reinel de 1519 e também o Planisfério de Diogo Ribeiro de 1522, ele conhecia o mapa de Kunstmann de 1571! (entre outros que referem esta terra) Dirigiu-se à Biblioteca de John Carter Brown, localizada em Providence, Rhode Island, a qual é considerada a melhor nos Estados Unidos da América em cartografia Antiga, e lá encontrou a colecção de mapas.
Mapa de Pedro Reinel - Localizada a Terra Nova
Mapa de FernãoVaz Dourado em 1576 -Referência à terra de Lavrador e dos "Corte Real"
Mapa de Kuntsmann houve uma partilha da colecção uma parte ficou em Augsburg e a outra foi para Munique. Isto não quer dizer que todo o material de origem portuguesa tivesse sido coleccionado por Peutinger, como por exemplo o Atlas de Vaz Dourado que foi adquirido muito mais tarde. Mas esta carta anónima c. 1506 foi uma das adquiridas em Lisboa para a colecção do humanista de Augsburgo.
Examinado de muito perto o mapa de Kuntsmann notam-se "as duas baías ligadas pelo gargalo duma garrafa formando uma só baía em forma de um oito". É de referir que o mapa de Kunstmann é uma cópia do mapa de Pedro Reinel feito em 1504 como foi explicado acima na Monumenta Geográfica Henriquina. O uso da rosa-dos-ventos pela primeira vez nos mapas feitos pelos cartógrafos portugueses com a flor-de-lis a indicar o Norte é muito importante porque a flor-de-lis era o símbolo do Rei D. João II e também passou a fazer parte da ornamentação da Coroa dos Reis Portugueses.
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Washington, 6 de Outubro de 2002 – Os portugueses
viajaram pela costa ocidental da América Latina muito antes de 1513,
quando o espanhol Fernando Balboa “descobriu” o Oceano Pacífico para os
europeus ou da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães em
1519, diz o historiador e antigo analista da CIA, Peter Dickson.
Mas Dickson, que viu o mapa pela primeira vez em 1995,
disse ter ficado “imediatamente espantado” em como os pontos
fundamentais geográficos do continente estarem correctos, não só na
costa Atlântica como também na costa do Pacifico, em que os europeus
alegadamente nunca tinham estado nessa altura.
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Dickson, que embora tenha feito a sua carreira como
analista da CIA é conhecido como um historiador especializado nas
descobertas marítimas, falou na Biblioteca do Congresso sobre a sua
teoria, segundo a qual por volta de 1500 Portugal patrocinou uma viagem
secreta em que navegadores passaram pelo Estreito de Magalhães, dobraram
o Cabo Horn e navegaram depois ao longo da costa ocidental do continente
sul americano.
Referência no mapa de símbolos portugueses
Para além disso um outro pequeno mapa feito no mesmo ano
pela mesma equipa que elaborou o mapa de Waldseemuller, em 1507, mostra
claramente o Cabo Horn no extremo sul do continente americano. (não
sabemos qual)
Sabe-se que ao serviço dos portugueses Vespúcio viajou
para o sul ao longo da costa atlântica da América do sul até ao Rio da
Prata e descobriu também as ilhas da South Georgia, no sul do Atlântico.
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Pedra no local original
A Pedra de Dighton e as suas gravações têm sido objecto
de muita curiosidade e controvérsia durante mais de 300 anos. Durante
séculos, enquanto a Pedra esteve na margem do rio, com a sua face
exposta, vários indivíduos aproveitaram a oportunidade para adicionarem
as suas iniciais e desenhos. A Teoria Portuguesa foi concebida em 1918 por Edmund Burke Delabarre, psicologista na Universidade de Brown, em Providence, Rhode Island, quando descobriu a data de 1511. "Eu vi-a, clara e indubitavelmente, a data de 1511. Ninguém até à data a viu ou detectou na pedra ou em fotografia, mas uma vez vista a sua presença genuína não pode ser negada". (2 de Dezembro de 1918).
Símbolos portugueses encontrados na Pedra Dighton
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Em 1960, depois de uma análise profunda das pesquisas
feitas por Delabarre e Fragoso, Manuel Luciano da Silva, médico em
Bristol, Rhode Island, fez uma comunicação no Primeiro Congresso
Internacional dos Descobrimentos, realizado em Lisboa, Portugal, onde
revelou a sua descoberta da quarta Cruz da Ordem de Cristo e afirmou
convictamente a Teoria Portuguesa. Da Silva fez uma análise comparativa
das inscrições da Pedra de Dighton na América, com as inscrições
irrefutavelmente portuguesas de outros Padrões Portugueses como a Pedra
de Yelala, no Congo, África e como a Pedra de São Loureço no Siri Lanka,
na Ásia. Da Silva concluiu a sua apresentação no Congresso Internacional
assim:
Delabarre, Fragoso e Da Silva, cada um dedicou mais de
trinta anos das suas vidas a investigar e a acertar a Teoria Portuguesa.
Eles próprios examinaram, no local, muitas vezes a face da Pedra de
Dighton, em alturas diferentes das marés, quer de dia quer de noite, com
luz rasante.
Mas de todos estes métodos, o mais simples e o mais
produtivo é, sem dúvida, o usado com luz tangencial de noite. Foram os
engenheiros da Kodak em Rocherster, New York, que nos ensinaram este
processo.
Depois de examinadas as inscrições de noite com luz
rasante verificamos que as gravações da Pedra de Dighton são a PROVA
PRIMÁRIA da Teoria Portuguesa. É a partir das inscrições gravadas na
Pedra de Dighton e não num “documento comprovativo” que cientificamente
podemos formular a Teoria Portuguesa.
numéricas portuguesas dos anos quinhentos: o algarismo 5
está gravado em forma de um ‘S’ maiúsculo como aparece nas catedrais,
igrejas e edifícios no mundo português no século XVI.
Para provar que não é um registo isolado dos portugueses,
referimos a célebre inscrição de Ielala, efectuada por Diogo do Cão em
1483, na sua viagem de exploração do rio Zaire. Chegado à embocadura do
grande rio, o navegante terá admitido tratar-se de uma passagem do
oceano Atlântico para o Índico e explorou a via fluvial ao longo de mais
de 150 quilómetros. Deteve-se nos inultrapassáveis rápidos de Ielala e
aí deixou a marca da sua presença, com uma inscrição numa rocha situada
na margem esquerda do rio. Foi mais tarde que os exploradores passaram a
utilizar os conhecidos padrões (excertos de alguns extos de Luciano Silva)
Repare-se a grande proximidade entre os locais dos vestígios referenciados, tendo em conta a grande extensão de costa da América
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A Torre de Newport, localizada no Parque Touro (Newport, Rhode
Torre Newport - actualidade Island), é considerada a estrutura mais enigmática que existe nos Estados Unidos. Muitos eruditos na América e no estrangeiro têm escrito sobre os seus prováveis construtores. Todos eles concordam que ela não foi erguida pelos Índios Americanos. As suas características arquitectónicas revelam um estilo europeu ou do Próximo Oriente. Localização
A Torre fica situada a 41 graus e 27 minutos de latitude
norte no ponto mais elevado da península que forma a Cidade de Newport.
A Torre foi construída a cerca de meia milha tanto a oriente como a
ocidente das linhas da costa da cidade. A sua vista panorâmica domina
todas as entradas do Delta Narragansett ou Baía e Newport. A Torre de Newport é uma estrutura cilíndrica com um diâmetro exterior de 7m e de 7.5m de altura. Tem oito colunas redondas ou pilares de 2,2 de altura. As colunas 1 e 5 estão situadas numa verdadeira linha Norte-Sul orientada pela Estrela Polar. Cada coluna apoia-se numa base com uma circunferência de 3.6m. As colunas estão ligadas por 8 arcos redondos, formando um "U" invertido dando a ideia de um estilo romanesco. Acima dos arcos existem três janelas principais. A primeira janela, a 70 graus este-nordeste, enfrenta Easton Point e a foz do Rio Sakonnet. A segunda janela está situada para sul, em frente do Oceano Atlântico. A terceira janela a ocidente, enfrenta o porto Torre Newport - actualidade de Newport e a entrada para a Baía Narragansett. No interior, a Torre tem 7 pequenos nichos e um chamado "lareira de sala" construído dentro da parede. No topo de cada coluna, no interior e entre os arcos, existem encaixes triangulares para colocar traves de madeira. A Torre é composta de xisto laminado, calhau rolado e argamassa.
Interior da torre
Esta é feita de areia, cascalho fino e cal proveniente
das conchas marinhas ou de pedra de cal. Todos estes materiais são
autóctones e podem encontrar-se nas vizinhanças. A costa encontra-se
apenas a 800m de distância
O arco redondo é uma forma arquitectural, aparecida
primeiramente no Próximo Oriente. Os arquitectos bizantinos (Século IV -
Depois de Cristo) começaram a construir torres de quatro faces,
evoluindo gradualmente para a forma octogonal e construindo por fim
torres circulares para apoiar as cúpulas das igrejas. Desde então, tanto
as formas circulares, como as octogonais têm sido usadas alternadamente,
servindo a mesma função arquitectural. Ambos os estilos foram adoptados
pelo cristianismo. A igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém (construída
em 330 D. C.), que contém o túmulo de Cristo, tem um altar circular. Os Templários rezaram no altar-mor da Igreja do Santo Sepulcro. Ao regressarem das Cruzadas aos seus países (século XII) introduziram na Europa igrejas circulares e octogonais. As torres circulares eram inicialmente usadas como suportes de cúpulas, que simbolizavam as estrelas ou o firmamento. Em breve, porém, foi utilizado o mesmo estilo na construção de torres de vigia nos castelos medievais.
Existem na Europa muitas igrejas circulares e octogonais,
mas a maior parte encontra-se no Sul da Europa. O segredo da Torre de
Newport reside numa destas estruturas circulares europeias erguidas
pelos Templários. Existem algumas teorias sobre quem terá construído a torre.
Charola da Igreja em Tomar - Templários
Parece-nos mais que certo, que esta se deve a algum povo Europeu da Idade Média.
Pressupostos
Herbert Pell, antigo Embaixador dos Estados Unidos em
Portugal (pai do antigo Senador Federal Claiborne Pell), em 1948, foi o
primeiro a fazer a associação directa entre a Torre de Newport e a torre
principal ou Charola do Castelo de Tomar. Salientou que os portugueses
foram sempre bons pedreiros e disse: "Mesmo hoje a sua forma predilecta
de construção é usar pequenas pedras embutidas em cimento", método usado
na Torre de Newport. Pell devia ter notado que os portugueses durante o
período dos descobrimentos usaram o mesmo método na construção de mais
de 150 castelos e igrejas ao longo da Costa Africana, no Extremo Oriente
(Ceilão, Japão, Índia) e no Brasil. Nenhum país da Europa construiu, em
tantas terras distantes, mais igrejas e castelos com torres circulares e
octagonais do que Portugal. De facto, a bandeira de Portugal é a única
no mundo que tem sete castelos, com arcos em foram de "U" invertidos,
semelhante aos arcos da Torre de Newport! Charola da Igreja em Tomar - Templários
A construção da Torre de Newport foi um empreendimento
gigantesco se consideramos a disponibilidade de material e mão-de-obra.
Só um motivo muito forte, uma fé muito grande em Deus, é que poderia ter
inspirado os seus construtores.
Existem provas que indicam com segurança terem Miguel
Corte Real e a sua tripulação construído a Torre de Newport para a
utilizarem como igreja-torre-de-vigia, como antecipação ao facto do
irmão mais velho de Miguel, Vasqueanes Corte Real, vir em sua procura,
como Miguel viera à procura de Gaspar.
É imperativo para quem quiser estudar a Torre de Newport
estudar a história dos Templários Portugueses. Esta organização de
Cavaleiros, que foi a Jerusalém durante as Cruzadas sob a chefia do seu
Grão Mestre Gualdim Pais, construiu, em 1160, o Castelo de Tomar com a
sua característica Charola ou Altar-mor. Por intrigas religioso-políticas o Papa Clemente V, em 1308, em conspiração com o Rei de França Filipe o Belo, aboliu todos os Templários na Europa por meio da Bula Papal "Regrans in Coelis". Mas em Portugal o Rei D. Dinis, com uma manobra de mestre, conseguiu obter uma Bula "Ad ea Exquibus", do Papa João XXI, em 14 de Marco de 1319, mudando o nome de Templários para Ordem de Cristo, mantendo no entanto os mesmos cavaleiros e as mesmas propriedades. E em 1418 o Infante D. Henrique tornou-se Administrador desta ordem donde saiu muito dinheiro para custear os descobrimentos portugueses. E assim os Cavaleiros da Ordem de Cristo tornaram-se corajosos navegadores dos altos mares, levando a sua Cruz da Ordem de Cristo a desfraldar em todos os oceanos. E os Corte Reais também eram membros da Ordem de Cristo, ou dos antigos Templários de Portugal. Carvão Radioactivo Em 1993 um grupo de cientistas da Dinamarca, chefiados por Jorge Siemonsen, veio a Newport para colher 28 pequeníssimas amostras da argamassa da Torre de Newport para determinar através do método do carvão radioactivo a idade da construção da torre. Esta técnica é muito sofisticada, pois mede a radioactividade do carvão do anidrido carbónico do ar que se misturou dentro da argamassa quando os trabalhadores estavam a construir a torre. É como se o anidrido carbónico de então pudesse ser agora uma espécie de "testemunha" do acto da construção da torre, a dizer-nos a sua idade! Depois de vários meses, estes cientistas revelaram que os seus estudos concluíam que a Torre de Newport não foi construída nem pelos Vikings ou escandinavos, nem por Benedict Arnold. Disseram que a Torre de Newport deve ter sido construída à volta de 1500, com um erro de mais ou menos 50 anos, portanto coincidindo com a viagem de Miguel Corte Real em 1502.
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Ruínas do Forte Ninigret As ruínas de um forte enigmático e de construção desconhecida, perto da baía de Narragansett (EUA) , levantam suspeitas de que se tratará de uma construção realizada por navegadores portugueses após alguma das suas viagens secretas a ocidente. Historiadores Americanos encontraram o Forte Ninigret com uma configuração de 5 bastiões laterais muito inusual. No entanto, essa conclusão só pode acontecer não tendo conhecimento dos Fortes em Portugal ou construídos por portugueses no período das descobertas. Analisando esses fortes pode-se verificar que os fortes portugueses são compostos por 4,5 ou 6 bastiões laterais. Verifica-se muito facilmente que o canhão, encontrado nas imediações do forte, se tornou obsoleto a partir de 1540. Porquê pensar que esse canhão se deveu a colonos Britânicos ou Holandeses. Os objectos que mais se assemelham ao canhão e a espada, encontrados nas imediações do forte, que se encontram no Rhode Island Historical Society, em Providence, são os objectos dos sec. XV e XVI, que se encontram Militar em Lisboa. Se examinarmos as pinturas Chinesas e Japonesas referentes às viagens portuguesas ao Oriente, reparamos uma grande similaridade entre as espadas. O Forte Ninigret juntamente com outros registos arqueológicos averbados, mostram a baía de Narragansett como um registo da história da América.
Espada encontrada
Canhão encontrado
No Monte da Esperança ou Mount Hope em Bristol, Rhode Island, que era o local da sede dos Índios Wampanoags que tinham nomes portugueses e usavam mais de sessenta vocábulos portugueses, alguns deles eram de feições ocidentais (descendentes de navegadores).
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A Descoberta da Austrália atribui-se oficialmente, a holandeses e ingleses. No entanto, existem vários mapas, com datas anteriores as essas descobertas, onde é referida a Austrália, com alguma variante do nome "Java" ou simplesmente com o recorte da sua costa desenhado nesses mapas.
Os factos aqui apresentados, provam que os primeiros contactos europeus com o território teriam sido efectuados pelos portugueses. Embora não haja registos nos arquivos históricos (como é normal nas mais importantes viagens efectuadas pelos portugueses), surgiram vários e diversificados indícios do acontecimento dessas viagens. Foram 3, as viagens possíveis de terem acontecido e chegado a terras australianas. Diogo Pacheco em 1520, Cristóvão de Mendonça em 1522 e de Gomes Sequeira em 1525.
Diogo Pacheco era filho do célebre navegador e explorador Duarte Pacheco Pereira. Segundo relatos de João de Barros e Manuel de Faria e Sousa, Diogo partiu de Malaca em 1519 (possivelmente com a missão de encontrar a terra do ouro evocada por Marco Polo e confirmada por habitantes daqueles arquipélagos) em direcção a sudeste. Depois de várias escalas em vários portos é referido que os navios se encontravam em águas baixas e que numa praia são atacados e Pacheco morto. João de Barros afirma que "Diogo foi o primeiro de nós a perder a vida por descobrir a ilha de Ouro".
Mais tarde Manuel de Faria e Sousa afirma que "Diogo Pacheco perdeu a vida com muitos outros num naufrágio enquanto fazia pesquisas com dois navios na ilha do Ouro".
Os relatos destes dois cronistas, embora separados pelo tempo, vão ao encontro de alguns aspectos da viagem como as duas embarcações utilizadas e a batalha travada na praia. Essa praia deve ser algures em Napier Broome Bay, uma vez que, se navegarmos para sudeste a partir de Malaca, como relatado, é essa a zona australiana que aparece. Exactamente nessa zona, em 1916 foram encontrados dois canhões, que depois de analisados, chegou-se à conclusão que eram utilizados em caravelas e naus. Um deles apresenta uma marca de uma roseta e coroa portuguesas... Outra prova que indicia a presença de "estranhos" naquela zona do território australiano é o facto de em 1838, a sul de Napier Broome Bay, em Kimberley, ter sido encontrado numa gruta uma gravura do que parece tratar-se um sacerdote, devido às vestes alongadas e um capuz. Em Wandjinas foi encontrada outra gravura, desta vez de algo que se parece com um soldado.
Quanto a uma outra viagem, de
Cristóvão de Mendonça em 1522,
A grande "prova" do rumo seguido por Mendonça é um conjunto de mapas conhecidos como...Atlas Vallard! Este Atlas encontra-se em na Huntigton Library, San Marino, Los Angeles. O nome deriva de Nicolas Vallard, um empresário, e é composto por 15 mapas desenhados em pergaminho.
Está comprovado, e comummente aceite, que estes
mapas foram realizados a partir de mapas portugueses no sec. XVI. São
identificados inúmeros topónimos de origem portuguesa, referentes às
características da costa. Não se sabe ainda como o original foi parar a
França,
Outras provas são por exemplo, a do nome dado e registado
por George Robinson, que em 1838, quando chegou ao que hoje chamamos de
Bittangabee Bay, o nome por ele registado foi de facto Pettungerbe, nome
que havia sido pronunciado pelos aborígenes. Ora, se tivermos em conta,
que a parte final da palavra é -be, sonoridade dada pelos nativos à
definição "local", e ficando
Em 1795 um colonial britânico descreveu um aborígene, com um aspecto diferente. Era mais baixo, mais musculado e tinha bons dotes de luta. Este membro da tribo não era certamente aborígene, seria descendente de algum membro da tripulação portuguesa que acostou na Austrália.
Em 1930, Bernard Ryder dirigiu-se a King Sound, no Buccaneer Archipelago. Após o contacto com aborígenes notou que estes tinham termos linguisticos diferentes e depois de anotar as sonoridades (que estavam relacionadas com objectos ou coisas) verificou-se que eram palavras portuguesas! Ex. água, oombooroo=ombro
Estes últimos factos "provam" possíveis paragens na costa australiana, da Viagem de Cristóvão Mendonça, aquando do seu registo cartográfico da costa.
Para concluir fica o registo de que Peter Heylyn, geógrafi Inglês do sec. XVII escreveu no Cosmographie (Londres 1656), que os portugueses descobriram as terras "Psittacorum Terra" e a terra "Beach" (Terra com ouro)
Nova Zelândia...
De facto à primeira vista da sua forma, e na localização, não parece que aquela ilha tenha a ver com a Nova Zelândia, mas corrigindo a orientação do mapa, e medindo as distâncias, verifica-se que aquela ilha fica localizada no mesmo local nos mapas actuais! Em relação ao recorte da costa à primeira vista esta não se assemelha a nenhuma ilha da Nova Zelândia. No entanto, como podemos verificar na figura ao lado, na comparação entre o mapa actual da ilha norte e da ilha no mapa Vallard, as semelhanças são evidentes.
Também foram encontradas provas arqueológicas da presença de navegadores nas ilhas maoris. No sec. XIX foi encontrado um elmo do tempo medieval-renascentista, no porto de Wellington. Estando catalogado como de origem europeia, como poderia ir ali parar um objectos destes?! Alguns anos mais tarde, após a remoção de areia no mar, nas imediações de Wellington, foi encontrada uma bala de canhão de ferro datada também do sec. XVI. Um relato antigo contado por um ancião da zona de Marlborough Sounds, a chegada de um barco com grandes velas, no qual os homens usavam armaduras, espadas e lanças. Conta também que houve confrotos com esses homes e que tinham diferentes aspectos. Uns eram brancos e outros mais negros que eles próprios.
Um facto curioso é o de que numa carta de navegação britânica de 1817, ao Cook Straits na Nova Zelândia, está registado o nome de "Golfo dos Portugueses 1550", encontrando-se por baixo uma nota que diz "...conhecida do portugueses desde 1550".
Quando Abel Tasman se dirigiu àquelas águas 150 anos depois, foi registado num diário de bordo que se encontravam em "latitude e longitude no mesmo mapeamento dos portugueses..." .
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Porque razão se continua a falar tanto desta personagem nos nossos dias...? A principal razão foi a de que, foi ele quem mostrou ao mundo como viajar e voltar, a um lugar ao qual foi dado o nome de Novo Mundo... Outra razão é que até hoje não foi possível confirmar a nacionalidade deste navegador!
Durante os primeiros anos de que há registo da vida de Cristóvão Colombo, este, integrou várias viagens em embarcações portuguesas. Em 1479 Colombo desposou Filipa Moniz, comendadora da Ordem de Santiago, cujo pai, Bartolomeu Perestrelo, português de ascendência italiana de Placência, foi um dos povoadores e capitão donatário da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, em Portugal, onde Colombo também viveu. Da união nasceu um filho em 1480, Diogo Colombo. Ficou viúvo em 1485 a partir daí
Cristóvão Colombo viveu em Castela, onde foi amante, em viúvo, de Beatriz Enríquez com quem teve um filho, em 1488, Fernando Colombo. Colombo ofereceu os seus serviços aos reis de Castela para alcançar terras do oriente por via oeste. Em 1492 Colombo chega às “Índias” (Colombo havia chegado às ilhas das Caraíbas). Sempre existiu um enigma sobre a naturalidade do navegador. Alguns anos após a sua morte apareceu um testamento, que se julga ser falso, onde afirma ser de Génova - Itália. Em vida, não existem registos concretos que afirmem esta situação. O seu testamento apresenta muitas características de ter sido falsificado. Apresentamos aqui alguns tópicos que pretendem mostrar um Cristóvão Colombo de nacionalidade portuguesa…
Alguns dos seguintes factos tiveram como base a leitura do livro: O Mistério de Colombo revelado, de Manuel Rosa, assim como de recolha de várias fontes seleccionadas por nós, e de citações retiradas do site http://lusotopia.no.sapo.pt/
Existem muitas mais "provas" que podem ser consultadas aqui
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