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Desde o século IV regista-se uma alteração na distribuição dos povos na Europa devido a um período de migrações. A península Ibérica também vivenciou este processo, em particular sofrendo a ruptura da organização política e administrativa adoptada pelo Império Romano nas várias províncias dessa região que denominavam como Hispânia.
A partir de 411 chegaram à Lusitânia — uma dessas províncias que corresponde sensivelmente ao Centro e Sul de Portugal e às províncias de Cáceres, Badajoz, Salamanca e parte das de Segovia e Madrid na Espanha — os grandes bandos de Alanos, Vândalos e Suevos, povos que tinham sido violentamente arrancados das suas terras pela invasão dos Hunos e que, depois dessa expulsão, se deslocaram pela Europa, para Ocidente, em busca de novas terras onde se instalarem. Em linhas gerais, os Alanos eram oriundos da região do Cáucaso; os Vândalos constituíam-se em povos germânicos de origem escandinava; e os Suevos, também germânicos, eram aparentados com os grupos anglo-saxões que, por esta altura, foram instalar-se na Inglaterra.
Entre estes, apenas os Suevos apresentavam uma organização política. A esta invasão assistiu Paulo Orósio, presbítero de Braga, que deixou registado que "depressa trocaram a espada pelo arado e se fizeram amigos". Organizaram um reino que abrangia a Galiza e tinha capital em Braga; o reino alargou-se depois para o Sul do rio Douro. Neste reino nasceria a língua e nacionalidade galaico-portuguessa.
Entretanto os Alanos e os Vândalos foram derrotados no Norte pelos Suevos e posteriormente no Sul pelos Visigodos. Tendo posteriormente em 429 seguido para o Norte de África e assentado o rei reino.
Originários da Dácia e depois de empurrados de
vários locais europeus os Visigodos chegaram.
O reino visigodo na
Península Ibérica esteve durante algum tempo sob o
Em 456 Requiário I morre e vários pretendentes aparecem, agrupados em duas facções. Nota-se uma divisão marcada pelo rio Minho, provavelmente um reflexo das duas tribos, Quados e Marcomanos, que constituíam a nação sueva na Península Ibérica.
Em 585 os Visigodos
conquistam o reino dos Suevos, que se estendia
pelas actuais regiões da Galiza e do Norte de
Em 589, no III Concílio de Toledo, o rei Recaredo anuncia oficialmente a conversão dos visigodos do arianismo (corrente cristã considerada herética desde o Primeiro Concílio de Nicéia, de 325) para o catolicismo. Este evento marca o início de uma estreita aliança entre a monarquia visigoda e os bispos católicos da Península Ibérica. O reino visigodo durou até 711, ano em que a Península Ibérica foi conquistada pelos árabes, que atravessaram o estreito de Gibraltar, comandados por Tarik.
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